Chegou o momento no qual Jesus falou as palavras, mais importantes, concernentes ao Seu legado na terra.
Estas palavras sacudiram todos os Seus seguidores e provocaram a ira mais absoluta entre os religiosos do Seu tempo. Inegavelmente, Ele estava dizendo algo que estremeceu o inferno. Algo que marcaria a divisão entre aqueles que realmente tinham sido entregues pelo Pai, e aqueles que tão somente O seguiam por curiosidade ou por conveniência.
"Eu sou o pão vivo que desce do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre.... Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia". João 6
Devemos observar que, para que o Pai possa dar vida, é necessário Ele apresentar a Jesus em forma de alimento, isto é, pão. Toda vida criada por Deus necessita não somente nascer, mas alimentar-se. De outra maneira, irá se debilitar e morrerá. O que é verdade para o terreno, é verdade para o espiritual.
Jesus não falava ao acaso. Suas palavras eram cuidadosamente escolhidas, porque levavam nelas o Espírito do Pai. Ele disse: " Pois a minha carne é verdadeiramente comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebida."
Aqui Jesus vai introduzir algo muito poderoso e escolhe para isto termos cotidianos: comer e beber. Ele não está falando de um ritual, nem de um memorial, nem está usando palavras religiosas, em absoluto. Está, sim, falando de algo tão simples como o nosso sustento diário.
Nosso espírito, para poder viver e se fortalecer, necessita comer todos os dias, tal como o nosso corpo. Ele estava estabelecendo algo que seria uma forma de vida, algo que deveria ser feito diariamente. Jesus queria fazer-Se presente em nosso espírito todos os dias. Se Ele quisesse nos dar um ritual para ser feito uma vez por mês ou uma vez por ano, Ele teria usado termos que simbolizariam uma ocasião especial. Comer e beber não são celebrações anuais ou mensais, mas algo VITAL E COTIDIANO.
Jesus tinha infundido em Seus apóstolos a importância de participar de Sua carne e de Seu Sangue para poder manter a vida eterna neles. Não somente manteria a presença de Deus continuamente, em seus espíritos, mas isso seria o requisito indispensável para FAZER AS OBRAS DE DEUS.
